Lucarelli já custou 250 bolas e só seguiu no vôlei após “pressão” do pai

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Lucarelli chegará ao Rio de Janeiro para sua primeira Olimpíada. Apesar de estreante, o ponteiro terá uma grande responsabilidade no time de Bernardinho. Ele é considerado hoje o principal atleta da equipe brasileira. E, essa história, que pode ter uma medalha de ouro no peito no fim de agosto, fez muitas curvas até o atleta chegar no vôlei.

Antes de fazer sucesso no esporte, Lucarelli teve passagens no futebol, basquete, handebol e natação. O vôlei foi apenas a quinta modalidade que ele tentou, como brincadeira, e uma “pressão psicológica” do pai foi necessária para ele acreditar no potencial. Na época, o ponteiro só brincava de vôlei no Grêmio Tutão, mas os treinadores achavam que ele poderia ir além. Neste momento, o pai falou que ou ele aceitava jogar sério ou não iria levá-lo mais na quadra brincar.

“Não foi uma chantagem, foi jogo emocional. Ele tinha medo de assumir responsabilidade, de se transferir, jogar num time maior. Então fiz uma pressão psicológica, psicodrama para que ele visse que nós acreditávamos nele. Para que pudesse jogar num time que disputasse um Campeonato Mineiro. Nós acreditávamos nele, faltava só o empurrão para que ele parasse de tremer na base e fosse jogar”, disse Sergio Ricardo, pai de Lucarelli, ao UOL Esporte.

O jogo emocional do seu pai voltaria a aparecer. Desta vez, Lucarelli havia chamado a atenção de clubes maiores do Brasil. Agora, a ida era do Méritos para o Minas, por um preço curioso.

“Ele jogou muito no Méritos, em três categorias ao mesmo tempo, chamou atenção do Minas. Passado algum tempo, percebemos que não tinha como evoluir no Méritos, chegava hora de ir para o Minas. Novamente, ele teve medo de encontrar com crianças de poder aquisitivo maior, clube maior, mais uma ‘chantagenzinha’, mais uma pressão e ele aceitou porque tinha muitos amigos lá. Só que Geraldo, dono do Méritos, não aceitava porque tinha lapidado, queria compensação. Foi acertado que a compensação seriam 250 bolas”, complementou seu pai.

Sucesso do futebol a natação

De acordo com Rosa Souza, sua mãe, Lucarelli sempre se destacou no esporte. Ele também mostrou talento no futebol, natação e handebol.

“Lucarelli aos seis anos gostava muito de futebol, mas não tinha idade para começar. Todos os dias, passava na quadra de society para que ele pudesse presenciar o treino dos garotos, ver como era. Quando completou sete anos, no dia seguinte, estava ele participando do treino. Era um esporte que ele fez muito bem, tanto que pessoal o chamava de Ronaldo, o Fenômeno. Era muito lindo poder ver o futebol que ele tinha”, falou.

“Não satisfeito em fazer só futebol, começou a fazer basquete. Dois esportes muito cansativos, com o tempo, ele cansou e parou. Como ele era muito hiperativo e não parava quieto, ele começou na natação. Não sabia nada, mas com dois meses tava ganhando medalha. Parou também, foi para o handebol e foi convidado para participar da seleção adulta de Contagem. Muito novo, acabou parando e, de brincadeira, acabou no mundo do vôlei, acompanhando a irmã”, completou.

Lucarelli terá no Rio de Janeiro sua “segunda” experiência olímpica. Há quatro anos, em Londres, ele foi cortado, mas recebeu um convite para seguir na capital inglesa para conviver com o grupo e presenciar de perto o espírito da competição. Foi das arquibancadas que o atleta viu o Brasil conquistar a medalha de prata.


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